Bio

Claudia Bakker vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro no Brasil. Uma de suas principais influências foi o convívio com a artista Lygia Pape, grande incentivadora do seu trabalho. No início dos anos 90 frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em 2001 terminou o mestrado em Comunicação e Tecnologia da Imagem pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – ECO/ UFRJ. Sua pesquisa [apoiada pelo CNPq] "Land Art e Instalações como estratégias de proteção do espaço ante a virtualidade das imagens no século XX", foi resultado das sensíveis experiências realizadas pela artista na natureza ao longo dos anos 90. Através do conceito de Gestell desenvolvido pelo filósofo Martin Heidegger, tomou contato profundo com a filosofia que viria a refletir em suas instalações durante o período de 1998/1999.

Frequentou ainda grupos de relevância para a história da arte no Brasil, como o Visorama, mantendo-se sempre presente e atualizada dentre os seus pares sobre as questões da contemporaneidade. Foi ainda uma das pesquisadoras, que através da sua dissertação de mestrado, ajudou a construir o conceito do "Espaço de Instalações permanentes" do Museu do Açude [primeiro lugar do Brasil, a reunir em meio a Floresta da Tijuca, instalações permanentes] juntamente com seu marido, o crítico de arte e curador, Marcio Doctors.

A primeira instalação elaborada por Claudia Bakker foi realizada em 1994 no Museu do Açude, no Rio de Janeiro, onde colocou 900 maçãs numa fonte de água natural. A sua série de fotografias denominadas de Fototextos são ligadas às instalações e representam a sua produção mais significativa. O repertório de materiais ora se repetem, ora se intercalam, em trabalhos que tem o tempo como questão. Maçãs, livros, filmes em super 8 e 16mm, voil, tinta vermelha, areia e relógios fazem parte dessas imagens, que sobrevivem ao tempo depois de terem criado uma relação com o espaço. A partir da instalação Primavera Noturna (2007), na Fundação Eva Klabin, cria os Desenhos orgânicos feitos com linhas de bordar sobre tecido que foram mostrados na Galeria Graça Brandão em Portugal (2008). Em 2009, na "Coletiva 09" realizada na Galeria Mercedes Viegas/ RJ expõe um trabalho em parceria com a estilista Luiza Marcier. Em 2010 participa da coletiva "Desenhos e diálogos" na Anita Schwartz Galeria de arte, em 2012 na mesma galeria "A primeira do ano/Múltiplos".  

É citada em publicações como em "Vanguarda Brasileira e Minerari Italiani" presentes em "Brasil: Segni dʼarte Libre e Video 1950/1993" (Fondazione Querina Stampalia) da Bienal de Veneza/Itália. Alguns dos mais representativos críticos e curadores da cena artística brasileira, como Adolfo Montejo Navas, Fernando Cocchiarale, Luiz Camillo Osório, Luisa Duarte, Luiza Interlenghi, Marcio Doctors e Paulo Reis já escreveram sobre sua obra. Vem mostrando seu trabalho em diversas instituições, em exposições coletivas no Brasil e no exterior como no Museu do Açude/ RJ – "As Potências do Orgânico" (1994) e "Via Láctea" (1996); Paço Imperial – "Tempo danificado" (1999); Casa França Brasil – "Teoria dos Valores" (1999); Fundação Eva Klabin/ RJ – "Projeto Respiração" (2007); Museu de Arte Moderna/ RJ – "Novas aquisições" (2007); Winzavod Center of Contemporary Art/ Moscou – "Projeções" (2007); CarpeDiem/ Lisboa – participação em "Personal DJ" [a convite da artista portuguesa Susana Guardado] (2010); MUHKA/ Antuérpia – "A Rua" – Projeto Camisa Educação[uma parceira com a estilista Luiza Marcier e com a atriz Daniela Fortes]/ Galeria Gentil Carioca (2011); "O tempo de todos nós" -Museu Nacional Soares dos Reis, Porto/ Portugal (2012); "O tempo de todos nós" [filmes e desenhos] Espaço T/ Quase Galeria, Porto/ Portugal (2012); MAM/RJ – "Novas aquisições na Coleção Gilberto Chateaubriand" (2012); dentre outras. Em 2013 realizou duas exposições individuais: uma no Centro Cultural Banco do Nordeste/ CCBNB em Fortaleza e outra na Anita Schwartz Galeria de arte / Rio de Janeiro, também em 2013 participa da exposição coletiva  "Um espelho quase apagado"  na Bienal de Cerveira em Portugal. 




LAND ART E INSTALAÇÕES COMO ESTRATÉGIA DE PROTEÇÃO DO ESPAÇO ANTE A VIRTUALIDADE DAS IMAGENS NO SÉCULO XX - através do conceito de Gestell em Heidegger. Dissertação de mestrado - ECO/UFRJ 1998. Registro/Biblioteca Nacional.

OITO CONTOS E UM PROJETO SECRETO - A AUSÊNCIA DE HEIDEGGER- Tese – Linguagens Visuais EBA/UFRJ. 2010. Registro/ Biblioteca Nacional.


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Claudia Bakker lives and works in the city of Rio de Janeiro in Brazil. One of her main influences was the conviviality with the artist Lygia Pape, a great supporter of her work. In the beginning of the nineties she attended the School of Visual Arts of Parque Lage and in 2001 finished her masters in Communication and Image Technology at the School of Communication of the Federal University in Rio de Janeiro – ECO/UFRJ. Her research (backed by CNPq) "Land Art and Installations as a strategy of protecting space against the "virtuality" of images in the 20th century" was the result of sensitive experiences developed by the artist in contact with nature throughout the nineties. Through the concept of Gestell developed by the philosopher Martin Heiddeger, she got in touch with the philosophy that would reflect in her installations during the period between 1998/1999 - [Trough Heidegger's Gestell concept and Land art’s occupation of the space, support the idea of art as an strategy of protection of the world from the virtuality and velocity of contemporary images. The art in the place of the super-sensible, in the sense of that art doesn’t give up of time and space, even in face of the radical destiny of twentieth century’s technique.]

She frequented circles of great relevance for the history of art in Brazil, such as Visorama, being always present and updated among her peers on issues surrounding contemporaneity.  She was also one of the researchers that, through her MA dissertation, helped construct the concept of Permanent Spaces of Installation at the Museu Açude, in partnership with her husband, the art critic and curator, Marcio Doctors.

Claudia Bakker´s first installation took place in 1994 at the Museu do Açude, in Rio de Janeiro, where she placed 900 apples in a natural water fountain. Her series of photographs named Phototexts are connected to the installation and represent her most meaningful production. The repertoire of materials sometimes repeats themselves, sometimes interleaves, in works that have Time as the main concern. Apples, books, films in super 8 and 16mm, voil, red paint, sand and clocks are part of these images that survive time after having created a relationship with space.  From the installation Nocturnal Spring (2007), at the Eva Klabin Foundation, she creates organic drawings made with sowing lines on fabric that were shown at the Graça Bransão Gallery in Portugal (2008). In 2009, in the "Coletiva 09" at the Mercedes Viegas Gallery in Rio de Janeiro she exhibits a work in partnership with the stylist Luiza Marcier. In 2010, she participates in the collective "Drawings and Dialogues" at Anita Schwartz Art Gallery. In 2012, at the same gallery, she participates in "First of the year/Multiples".  She is cited in publications like "Brazilian Vanguard" and "Minerari Italiani" present in "Brasil: Segni di Arte Libre e Video 1950/1993" (Fondazione Querina Stampalia) from the Venice Biennale, Italy. Some of the most representative critics and curators of the Brazilian artistic scene such as Adolfo Montejo Naves, Fernando Cocchiarale, Luiz Camilo Osório, Luisa Duarte, Luiza Interlenghi, Marcio  Doctors and Paulo Reis, have already written about her work. She has been showing her work in several institutions and in collective exhibitions in Brasil and abroad. Such as: Museu do Açude/Rio de Janeiro - "The potencies of the Organic" (1994) and "The milky way" (1996); Paço Imperial - "Damaged Time" (1999); Casa França Brasil - "Value Theory" (1999);  Fundação Eva Klabin/RJ - "Breathing Project" (2007); Museu de Arte Moderna/ - "New Acquisitions" (2007); Winzavod Center of Contemporary Art/Moscow - "Projections"; Carpe Diem/Lisbon – participation in "Personal DJ" (an invitation of the Portuguese artist Susana Guardado) (2010); MUHKA/Antwerp - "The Street" - Project Education/ T-Shirt (a partnership with the stylist Luiza Marcier and the actress Daniela Fortes)/Galeria Gentil Carioca (2011); "The time of all of us"- Museu Nacional Soares dos Reis, Porto/Portugal (2012); "The time of each one of us" (films and drawings) Espaço T/Quase Galeria, Porto/Portugal (2012); MAM/RJ - "News Acquisitions in the Gilberto Chateaubriand Collection" (2012); among others. In 2013, two individual exhibitions were made: one at the Centro Cultural Banco do Nordeste/CCBNB in Fortaleza and the other one at the Anita Schwartz Art Gallery in Rio de Janeiro. In 2013 still, she participates in the collective exibihition - "An almost faded mirror" at the Cerveira Biennale in Portugal.





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